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Paraíba, 10/03/2010
Rejeição ecumênica ao BBB10

A Igreja Católica não está sozinha na mobilização contra o programa Big Brother Brasil 10, da Rede Globo. Ontem, representantes de outras religiões se manifestaram contra o BBB e engrossaram o coro no sentido de orientarem os fiéis a não assistirem o programa.







"O programa é uma depravação", afirma Damião Rodrigues, membro de estudos judaicos B´nei Avraham Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press


Para o membro do grupo de estudos judaicos B´nei Avraham (Filhos de Abrão), Damião Rodrigues, o programa é uma depravação e não é recomendado pelo Torah, o livro sagrado dos judeus. "Tudo que é contrário ao Torah deve ser abortado; e o BBB é um projeto imoral para a família, segundo os mandamentos, um chiqueiro humano, devendo por isso ser rejeitado", afirmou.

Em relação ao fato de um homem chamado Michel intitular-se judeu e estar fazendo parte do programa, ele disse que o Torah entende como membro do povo de Deus todo o praticante do Judaísmo. Isto significa dizer que não só a questão biológica, a exemplo de Michel, mas a vivência, o torna judeu, o que segundo ele não demonstra haver no rapaz pelo seu distanciamento dos costumes e o envolvimento e a assimilação com o "goismo", segundo as práticas de outros povos.







Espírita diz que pais devem controlar o acesso dos filhos a programação da TV Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press


O juiz da 6ª Vara Cível da Comarca de Campina Grande, Kéops de Vasconcelos Vieira Pires, delegado na Paraíba da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (Abrame), disse que o programa é de mau gosto, promotor de futilidades e explorador de mazelas. Ele disse ser esta uma opinião pessoal, visto que a associação respeita o livre arbítrio das pessoas. Em relação ao fato de crianças estarem assistindo o programa, o juiz ressaltou que os pais são os responsáveis e poderiam manter o controle.

Vigilância







Pastor João Bosco afirma que Big Brother tem despertado a promiscuidade Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press


Ele entende que os pais devem ser vigilantes na educação dos seus filhos e não permitir o acesso a qualquer tipo de programação. "Eu mesmo não permito a minha filha de seis anos de idade estar assistindo um programa dessa natureza. A família deve fazer uma filtragem não só em relação ao BBB, mas a outras transmissões em horário nobre, tais como humor, novela e outras sem nenhum valor que só motivama sexualidade, a droga e a desvalorização cultural. Portanto, é a família quem deve filtrar as programações dos seus filhos. Não vai ser campanha que vai resolver o problema", asseverou.

O pastor João Bosco de Morais, da Igreja Evangélica Congregacional do Calvário, no bairro do São José, também apresentador do programa Opção Para a Vida, na TV Borborema, entende que o BBB tem despertado a promiscuidade nas pessoas e induzido-as à licenciosidade. Os protagonistas desse tipo de programação, segundo ele, são deturpadores da realidade social e não tem compromisso com a educação. Ele disse que no início do BBB, em 2001, até assistiu algumas cenas, mas depois rejeitou completamente o programa. 
 




 
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